Geologia, geomorfologia e pedologia PDF Imprimir E-mail

Geologia

O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães localiza-se em área de rochas paleomesozóicas da Bacia do Paraná, que formam a Chapada dos Guimarães e rochas pré-cambrianas, que afloram na Depressão Cuiabana.

As rochas paleozóicas correspondem a arenitos das formações Furnas e Ponta Grossa e as mesozóicas, a arenitos eólicos Botucatu, parcialmente recobertos por sedimentos Bauru. As rochas pré-cambrianas correspondem a filitos e quartzitos da série Cuiabá.

parque nacional de chapada dos guimaraes

Cidade de Pedras - formação Botucatu - (foto de Taylor Nunes)

Na Formação Ponta Grossa, há registros fossilíferos de rica fauna de invertebrados marinhos, como braquiópodes, tentaculites, gastrópodes, lamelibrânquios e trilobitas.

Geomorfologia


A área do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães abrange duas unidades geomorfológicas: Planalto dos Guimarães e Depressão do Rio Paraguai.

A unidade Planalto dos Guimarães constitui um divisor de águas entre as bacias Platina, Amazônica e do Araguaia. O PNCG abrange duas de suas subunidades geomorfológicas: a Chapada dos Guimarães, que corresponde à extensa área aplainada, contornada por bordas em escarpas, com altitudes de 300 a 600 m e o Planalto da Casca, área que sofreu acentuado rebaixamento erosivo, com altitudes entre 450 e 600 m.

A Depressão do Rio Paraguai divide-se em duas subunidades, sendo que no PNCG está presente apenas a subunidade Depressão Cuiabana, compreendendo uma área baixa, de topografia rampeada, com inclinação norte-sul, com altitudes que variam de 200 a 450 m.

Pedologia

Os solos do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães e do entorno são classificados, de forma abrangente, em três tipos:

Areia Quartzosa Álica

Variam de profundos a muito profundos, de pouco desenvolvimento, com seqüência de horizontes tipo A, B. Possui baixa capacidade de retenção de umidade, intensa lixiviação, considerável suscetibilidade à erosão e granulometria com teores de areia ao redor de 90%. Seu uso para agricultura é praticamente inviável, ficando restrito à pastagem em regime extensivo, com aproveitamento de espécies nativas.

Litólitos Distróficos

Solos rasos, com seqüência de horizonte A, R ou A, C, R. Grande variabilidade nas características químicas, físicas e morfológicas, sendo, em sua maioria, de textura cascalhante. Ocorrem em bordas de platôs e regiões de relevo movimentado, com declives fortes ou muito fortes. Em geral, inviáveis para uso agrícola.

Concrecionários Distróficos

Apresentam horizonte A, do tipo moderado, raramente proeminente, sobre vários tipos de horizonte B (latossolo, textural e câmbico) e também sobre horizonte C. Ocorre nas proximidades de Cuiabá e em manchas isoladas no Planalto dos Guimarães, sobre litologias da Cobertura Detrito-Laterítica do Terciário-Quaternário e das Formações Ponta Grossa, Bauru e Botucatu. Aproveitado como pastagem nativa em regime extensivo, são desaconselháveis para uso agrícola.